O que é alopecia e como tratar? Entenda as causas da queda de cabelo
A alopecia é uma condição caracterizada pela queda excessiva de cabelo ou pelos. Existem diferentes tipos de alopecia, e o tratamento varia de acordo com a causa, podendo incluir medicamentos, terapias específicas e mudanças de hábitos.
Você já se olhou no espelho e notou que seus cabelos estão mais finos, que a linha do cabelo está recuando, ou que há falhas circulares no couro cabeludo?
A queda de cabelo, cientificamente conhecida como alopecia, é uma condição que afeta milhões de pessoas em todo o mundo, independentemente de idade ou gênero. E, acredite, ela vai muito além de uma simples questão estética; pode impactar profundamente a autoestima e a qualidade de vida.
O que é alopecia?
A alopecia é o nome dado à perda parcial ou total dos cabelos ou pelos.
Ela pode acontecer de forma temporária ou permanente, localizada ou difusa, dependendo do tipo e da causa envolvida.
Do ponto de vista clínico, a alopecia ocorre quando há alteração no ciclo de crescimento dos fios ou dano ao folículo piloso, estrutura responsável pela produção do cabelo.
Esse processo pode ser desencadeado por fatores hormonais, genéticos, inflamatórios, autoimunes, nutricionais ou emocionais.
Quando a queda de cabelo deixa de ser normal?
Perder fios diariamente faz parte do ciclo natural do cabelo.
Em média, é esperado perder entre 50 e 100 fios por dia. O problema começa quando a queda passa a ser percebida de forma progressiva, persistente ou associada à redução do volume capilar.
Na prática clínica, alguns sinais costumam chamar atenção:
- Aumento importante de fios no banho ou travesseiro
- Redução da densidade capilar
- Abertura maior da risca do cabelo
- Falhas localizadas
- Afinamento progressivo dos fios
Esses sinais indicam necessidade de avaliação dermatológica.
Quais são as principais causas de alopecia?
A alopecia pode ter múltiplas causas, e muitas vezes mais de um fator está envolvido ao mesmo tempo.
Entre os principais estão:
- Predisposição genética
- Alterações hormonais
- Doenças autoimunes
- Deficiência de ferro e vitaminas
- Estresse físico ou emocional
- Inflamações no couro cabeludo
- Uso excessivo de química ou calor
Os tipos mais comuns de Alopecia:
Alopecia Androgenética:
A alopecia androgenética, popularmente conhecida como calvície de padrão masculino ou feminino, é o tipo mais comum de queda de cabelo. É uma condição genética e hormonal, onde a di-hidrotestosterona (DHT), um derivado da testosterona, desempenha um papel central.
Como se manifesta:
• Em homens: caracteriza-se pelo afinamento e perda de cabelo nas têmporas (entradas) e no topo da cabeça (coroa), podendo evoluir para a calvície completa nessas áreas. A linha do cabelo recua progressivamente.
• Em mulheres: geralmente, a perda é mais difusa, com afinamento generalizado do cabelo no topo da cabeça, mas a linha frontal do cabelo costuma ser preservada. Raramente leva à calvície completa, mas o volume capilar diminui significativamente.
Prevalência: É muito comum, afetando cerca de 50% dos homens até os 50 anos e uma porcentagem significativa de mulheres, especialmente após a menopausa.
Alopecia Areata:
A alopecia areata é uma doença autoimune que provoca a queda de cabelo em áreas específicas, geralmente em formato de placas arredondadas no couro cabeludo, mas pode afetar qualquer área pilosa do corpo, como barba, sobrancelhas e cílios.
Como se manifesta: a característica principal são as falhas circulares, lisas e sem inflamação aparente. A queda é súbita e imprevisível. Em casos mais graves, pode evoluir para:
• Alopecia Totalis: Perda completa de cabelo no couro cabeludo.
• Alopecia Universalis: Perda completa de todos os pelos do corpo.
Prognóstico: em muitos casos, o cabelo pode crescer novamente em até um ano, mesmo sem tratamento, mas a condição é imprevisível e pode haver novos episódios de queda.
Eflúvio Telógeno:
O eflúvio telógeno é uma das causas mais comuns de queda de cabelo difusa e temporária. Diferente da alopecia androgenética, onde há miniaturização, e da areata, onde há falhas em placas, o eflúvio telógeno se caracteriza por uma perda acentuada de cabelo em toda a cabeça, geralmente alguns meses após um evento estressor.
Como se manifesta: Você notará uma quantidade significativamente maior de cabelos caindo ao lavar, pentear ou simplesmente passar a mão. O cabelo parece mais ralo, mas raramente leva à calvície completa.
Causas comuns:
• Estresse físico ou emocional intenso; alterações hormonais: pós-parto ou disfunções da tireoide; deficiências nutricionais, como falta de vitaminas; medicamentos controlados; dietas restritivas ou perda de peso rápida.
As raízes da queda: causas e fatores de risco da Alopecia
A alopecia raramente é um evento isolado; geralmente, é o resultado de uma combinação de fatores. Vamos detalhar os principais:
Genética:
A predisposição genética é, sem dúvida, um dos fatores mais determinantes, especialmente na alopecia androgenética. Se seus pais ou avós tiveram calvície, suas chances de desenvolvê-la são significativamente maiores.
Desequilíbrios hormonais:
Os hormônios desempenham um papel crucial no ciclo capilar. Alterações nos níveis de hormônios sexuais (andrógenos, estrógenos), hormônios da tireoide e até mesmo o cortisol (hormônio do estresse) podem desencadear ou agravar a queda de cabelo. Condições como a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) em mulheres, por exemplo, podem levar a um aumento de andrógenos e, consequentemente, à alopecia androgenética.
Estresse físico e emocional:
Vivemos em um mundo onde o estresse é quase uma constante. E o corpo responde a ele de diversas formas, inclusive na saúde capilar. Um estresse físico intenso (cirurgias, doenças graves, acidentes) ou emocional prolongado (perda de um ente querido, problemas financeiros, ansiedade crônica) pode empurrar um grande número de folículos capilares para a fase telógena, resultando no eflúvio telógeno que mencionamos. É um lembrete de que a mente e o corpo estão intrinsecamente conectados.
Deficiências nutricionais:
Seu cabelo precisa de nutrientes para crescer forte e saudável. Uma dieta pobre ou deficiências específicas podem comprometer a saúde capilar. Os principais nutrientes envolvidos incluem:
• Ferro: essencial para a produção de hemoglobina, que transporta oxigênio para os folículos capilares. A anemia por deficiência de ferro é uma causa comum de queda de cabelo; zinco: importante para o crescimento e reparo do tecido capilar; vitaminas do Complexo B (especialmente Biotina): contribuem para o metabolismo celular e a saúde do cabelo; vitamina D: níveis baixos têm sido associados a várias formas de alopecia.
Doenças autoimunes:
Como vimos na alopecia areata, doenças autoimunes fazem com que o sistema imunológico ataque erroneamente os próprios tecidos do corpo. Além da alopecia areata, outras condições autoimunes como lúpus, doenças da tireoide (tireoidite de Hashimoto, doença de Graves) e vitiligo podem estar associadas à queda de cabelo.
Medicamentos e tratamentos:
Alguns medicamentos podem ter a queda de cabelo como efeito colateral. Exemplos incluem quimioterapia (que causa a perda de cabelo mais conhecida), anticoagulantes, antidepressivos, medicamentos para pressão alta e alguns tratamentos para acne. É fundamental analisar com seu médico sobre os possíveis efeitos capilares de qualquer medicação que você esteja usando.
Fatores externos e hábitos de vida:
Penteados apertados: como na alopecia por tração; uso excessivo de calor e produtos químicos: chapinhas, secadores em alta temperatura, colorações e alisamentos agressivos podem danificar a estrutura do couro cabeludo; tabagismo: o fumo pode prejudicar a circulação sanguínea, afetando o fornecimento de nutrientes aos folículos; exposição solar: danifica o cabelo.
Como tratar alopecia?
O tratamento depende diretamente da causa. Por isso, a avaliação de um médico é importante.
Alopecia tem cura?
Algumas formas de alopecia são reversíveis, especialmente quando o fator desencadeante é identificado e tratado precocemente.
Outras têm caráter crônico, como a alopecia androgenética. Nesses casos, o objetivo é controle e estabilização da progressão.
O mais importante é entender que quanto antes o tratamento começa, melhores tendem a ser os resultados.
Quando procurar ajuda especializada para queda de cabelo?
Na prática, muitas pessoas tentam diferentes produtos por conta própria e acabam atrasando o tratamento correto. Como existem vários tipos de alopecia, identificar a causa exata é essencial para definir a abordagem mais eficaz.
A Dra. Vera Barros atende em São Paulo e realiza avaliação individualizada do couro cabeludo e da saúde capilar. Além do diagnóstico preciso, o tratamento é direcionado de forma personalizada, de acordo com o tipo de alopecia e as necessidades de cada paciente.
Se você percebe aumento da queda, afinamento dos fios ou falhas no cabelo, procurar um dermatologista especializado pode fazer toda a diferença nos resultados e na recuperação da saúde capilar.


