Melasma tem cura?

Melasma tem cura? Dermatologista Einstein

O Melasma não tem cura definitiva, mas tem controle. Por ser uma condição crônica, ele pode voltar se os fatores que o provocam, como sol, calor e hormônios, não forem controlados. Com fotoproteção adequada e manutenção, é possível reduzir bastante as manchas e manter a pele estável por longos períodos. 

O que é melasma?

Melasma é uma hiperpigmentação da pele, ou seja, um escurecimento em áreas específicas causado pela produção excessiva de melanina. Ele costuma aparecer em regiões expostas ao sol, como bochechas, testa, nariz, buço e queixo, formando manchas castanhas de contornos irregulares, muitas vezes simétricas.

É uma condição muito comum, especialmente em mulheres.

Por que o melasma aparece e por que ele volta?

O melasma é multifatorial. Os gatilhos mais comuns são:

Sol (radiação UV)

A exposição solar, mesmo “de leve”, estimula a produção de pigmento e piora as manchas.

Luz visível e telas

Para muitas pessoas, a luz visível também contribui para escurecer, especialmente em fototipos mais altos. Por isso, protetor com cor pode ter papel importante.

Calor

Calor e inflamação cutânea podem piorar o melasma, mesmo sem sol direto, por exemplo em atividades ao ar livre, cozinha quente e exercícios sob calor intenso.

Hormônios

Melasma pode se relacionar a:

  • gravidez
  • anticoncepcionais hormonais
  • terapia hormonal
  • predisposição individual

Genética e fototipo

Existe predisposição familiar em muitos casos. Pessoas com pele que pigmenta com facilidade tendem a ter mais recorrência.

Como saber se é melasma ou outro tipo de mancha?

Nem toda mancha no rosto é melasma. Alguns diagnósticos que confundem são:

  • manchas pós inflamatórias (após acne, irritação ou depilação)
  • lentigos solares (manchas de sol)
  • hiperpigmentação por cosméticos irritantes ou uso inadequado de ácidos
  • algumas condições dermatológicas menos comuns

A avaliação com dermatologista ajuda porque o tratamento muda bastante conforme a causa e a profundidade do pigmento. Em muitos casos, a dermatoscopia e outras ferramentas do consultório ajudam a orientar a conduta.

Como tratar o melasma?

O tratamento do melasma deve ser contínuo, já que não há cura. É importante focar em uma fotoproteção rigorosa. O uso de clareadores ou outros procedimentos podem ser indicados, mas nunca o faça sem a orientação de um médico.

Não existe uma solução única; o tratamento é sempre individualizado, considerando o tipo de pele, a profundidade do melasma e os fatores desencadeantes de cada pessoa. 

1) Terapias sistêmicas

O ácido tranexâmico oral é uma opção promissora para melasma moderado a grave e recorrente. Uma meta-análise em rede demonstrou boa eficácia e perfil de segurança favorável (com uma taxa de efeitos colaterais de 17,6%). É uma medicação que deve ser usada sob estrita orientação e acompanhamento médico.

2) Procedimentos em consultório

Terapias procedimentais são consideradas adjuvantes para aumentar a eficácia dos tratamentos tópicos, reservadas principalmente para casos refratários. Um ponto de observação é que esses procedimentos, realizados sem indicação para o tipo de pele ideal, podem causar uma piora. Por isso a indicação precisa ser criteriosa.

Alguns dos procedimentos que podem ser utilizados:

  • Lasers Q-switched Nd:YAG 1064 nm – classificados como mais eficazes entre os dispositivos fotoelétricos.
  • Lasers fracionados ablativos.
  • Lasers de picossegundos – minimizam inflamação enquanto atingem a melanina.
  • Peelings químicos (ácidos alfa-hidroxi e outros).
  • Microagulhamento.

Posso usar clareadores para resolver o melasma?

Clareadores podem fazer parte do tratamento do melasma, mas somente eles não resolvem sozinhos. Eles agem inibindo a produção de pigmento e ajudam a clarear as manchas. No entanto, sem uma fotoproteção adequada o efeito dos clareadores é limitado e as manchas tendem a voltar. 

Além disso, o uso de clareadores sem orientação pode irritar a pele e, paradoxalmente, piorar o melasma. Por isso, a escolha e a forma de uso devem ser sempre indicadas por um dermatologista. 

Melasma na gravidez tem cura?

Na gravidez, é comum o melasma aparecer ou piorar. Muitas mulheres notam melhora após o parto, mas não dá para prometer que some totalmente, e pode voltar em novas gestações ou com exposição solar.

Durante gestação e amamentação, o dermatologista seleciona opções seguras e, em geral, prioriza:

  • fotoproteção constante
  • rotinas tópicas adequadas para o período
  • evitar procedimentos e ativos contraindicados

Quando procurar um dermatologista

Procure avaliação se:

  • A mancha no rosto está aumentando ou escurecendo
  • Você já usou clareadores por 2 a 3 meses sem melhora percebida
  • A pele está irritada, ardendo ou descamando
  • O melasma surgiu durante a gravidez ou após início de anticoncepcional
  • Você tem dúvida se é melasma ou outro tipo de mancha, como lentigo solar, mancha pós acne ou lesão pigmentada

O diagnóstico correto muda o tratamento, e pele irritada por uso inadequado de cremes pode demorar mais para responder.

Se você tem manchas compatíveis com melasma e percebe que elas voltam, escurecem com facilidade ou não melhoram com produtos por conta própria, uma avaliação dermatológica pode ajudar no tratamento. A Dra. Vera Barros, é dermatologista e atende em São Paulo. Agende uma consulta clicando aqui.

FAQ sobre melasma 

1) Melasma tem cura definitiva?

Em geral, não. Ele é crônico e pode voltar. Mas costuma ter boa melhora e controle com tratamento e manutenção.

2) Melasma pode desaparecer sozinho?

Pode clarear, principalmente se o gatilho hormonal mudou, mas muitas vezes persiste sem tratamento e piora com sol e calor.

3) Melasma volta depois do tratamento?

O melasma pode voltar. A manutenção e a fotoproteção contínua reduzem bastante o risco de recidiva.

4) Anticoncepcional piora melasma?

Pode piorar em algumas pessoas. A decisão deve ser discutida com o ginecologista e o dermatologista, avaliando riscos e alternativas.

5) A luz do computador piora o melasma?

A luz visível pode influenciar em alguns casos, mas o impacto costuma ser maior com exposição intensa a luz e com fotoexposição global. O plano é individual.

6) Melasma é câncer de pele?

Não. É uma alteração de pigmentação. Mesmo assim, manchas no rosto precisam ser avaliadas para confirmar o diagnóstico.

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